quarta-feira, 28 de março de 2018

Economia colaborativa é saída para pequenos empreendedores em Juazeiro

Está em desenvolvimento no Brasil um tipo de gestão que já se encontra bastante aprimorada em outros países: a gestão colaborativa. No novo modelo, um empresário investe na criação de um negócio e passa a disponibilizar cotas de participação a pessoas interessadas em expor seus produtos. Em Juazeiro do Norte, pequenos empreendedores apostam nesse tipo de negócio para reduzir custos e aumentar os investimentos.

Diante de aluguéis cada vez mais caros e de uma economia instável, Francisco Jefferson decidiu montar uma loja colaborativa onde atualmente mais de 10 empreendedores expõe seus produtos. “Eu disponibilizo o espaço físico para que os empreendedores possam expor seus produtos e o valor referente ao aluguel, energia, funcionário e outras despesas é dividido, reduzindo assim os custos”, explica o sócio-proprietário da loja colaborativa Francisco Jefferson.

A doutora em Administração Marília Falcioni explica que esse tipo de negócio veio para ficar. “Os co-works e negócios colaborativos representam uma excelente oportunidade, principalmente para o jovem empreendedor que não dispõe de muito capital para abrir o seu próprio negócio. Diante do cenário econômico em que vivemos, é preciso pensar em novas alternativas para reduzir custos, aumentar investimentos e ser competitivo no mercado”, salienta Falcioni.

Rayany Alexandre Alencar é uma das empreendedoras que expõe na loja e conta que o resultado tem sido positivo. “Os custos são bem mais baixos e eu tenho a oportunidade de vender minhas T-shirts tanto na loja on-line como na física. Utilizamos as redes sociais para divulgar os nossos produtos e o resultado tem sido bem positivo. Espero que a marca ganhe espaço e que, em breve, eu possa ampliar o meu negócio”, confidencia Rayany Alexandre.

Além de montar uma loja colaborativa, Francisco Jefferson também se preocupou com o conceito de sustentabilidade valorização regional. “As prateleiras foram produzidas com materiais de baixo custo. Trabalhamos com brechó, que estimula o uso consciente e sustentável e, além disso, valorizamos o trabalho dos artistas locais. Temos muitas peças de decoração que valorizam a beleza caririense. Quem quer se manter em um mercado cada vez mais competitivo tem que buscar um diferencial”, finaliza.   

- no Jornal do Cariri

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