sexta-feira, 16 de março de 2018

Milhares de servidores municipais protestam na frente da Câmara contra reforma da Previdência de Doria

A tentativa do prefeito João Doria Júnior (PSDB-SP) de intimidar o funcionalismo público teve efeito contrário.
Após truculência da polícia ontem, milhares de servidores municipais ocuparam nesta quinta-feira (15/03) a frente da Câmara de São Paulo para lutar contra a retirada de direitos e dizer: Reforma da Previdência de Doria, não!
Mais de 16 sindicatos de diferentes categorias do funcionalismo público aproveitaram a mobilização dos trabalhadores para uma assembleia conjunta com o objetivo de decidir sobre a continuidade da greve.
A paralisação atinge diversos serviços públicos, como 100% da assistência social e mais de 90% das escolas municipais, de acordo com as entidades.
Por unanimidade, os trabalhadores decidiram pela manutenção da greve contra projeto de lei 621/16 até a próxima terça-feira (20/03), quando haverá nova assembleia.
O PL do Extermínio, como já é conhecido,  dificultará o acesso dos servidores à aposentadoria, pois aumenta as alíquotas de contribuição da Previdência de 11% até 19% .
“Foi votada a continuidade da greve. Não teve uma votação contrária à greve e a luta continua porque o projeto do Doria prejudica, confisca o salário dos servidores”, disse o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo. “A greve na educação atinge 94% das escolas. Temos grandes paralisações.”
A decisão ocorreu na frente da Câmara Municipal, no centro de São Paulo, um dia após a repressão da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal (GCM) contra os servidores que foram à Câmara Municipal protestar contra o fim de suas aposentadorias.
Da Redação, com CUT-SP, RBA e Brasil de Fato

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