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Ciro Gomes quer mesmo é distância do PT




Não  há a menor dúvida de que o presidenciável Ciro Gomes (PDT) quer mesmo é ficar bem longe do PT. As últimas entrevistas concedidas por Ciro Gomes o distanciam léguas e quilômetros dos petistas e de seu maior líder político, o ex-presidente Lula.

Ciro tem sido claro, e acredito que não deixa dúvidas de que o PT está constrangido com a prisão de Lula e os escândalos de corrupção que surgiram nas gestões petistas (que ele próprio Ciro fez parte do governo como ministro) e que para ele o PT terá dificuldades nas eleições e que Lula já está fora do páreo.

Essa antecipação  do destino de Lula algo caro para os petistas hoje, é que vem colocando Ciro fora da mira das alianças com o PT.
Ou então,  como ele mesmo diz,  a política tem uma crueldade que pode colocar os petistas em não ter outra alternativa apontar para aliança com o PDT de Ciro Gomes.

Mas seria uma crueldade que divide e não une petistas. Temos ouvido o tempo inteiro comentários de dirigentes do PT que preferem votar na Manuela D’ávila (PC do B) do que ter que votar em Ciro.

Pena Manuela não passar de 2 por cento das pesquisas eleitorais.

Ou então, e aí mora a genialidade de Lula, as conversas entre Ciro e Haddad já pode ser um caminho apontado pelo ex-presidente que deve saber ser muito difícil anular a decisão judicial que o afasta da disputa. 

O judiciário com Moro e Cia. não vão descansar  de uma perseguição política que já é clara para grande parte da sociedade. Mas mesmo isso estando claro não muda no aspecto jurídico da situação de Lula: tiraram o campeão de votos da disputa.


Leia mais sobre o assunto matéria de hoje no site Brasil 247 e tire suas conclusões:

Candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes disse que pretende ter como vice um empresário do Sudeste e afirmou que a prioridade é Josué Alencar Gomes da Silva, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também tentava ter em sua chapa. "Eu já disse a ele: se quiser, é dele", disse Ciro, em entrevista aos jornalistas Pedro Venceslau e Eduardo Kattah.

O pedetista também negou uma eventual a aliança com o PT e disse que Lula está inelegível, embora essa decisão ainda não tenha sido tomada pela Justiça Eleitoral. "Eu tenho que respeitar isso com toda dignidade, é o momento que eles estão vivendo. Seu principal líder preso e eles constrangidos a uma solidariedade que ainda afirma a candidatura do Lula, mesmo preso e inelegível. Olho com respeito o tempo do PT, mas toco minha bandinha."

Ciro disse que a prisão de Lula é cruel, mas se coloca como alternativa para tirar o Brasil do buraco. "Dói no meu coração ver um ex-presidente que fez tanto bem ao País preso. A política, entretanto, tem uma crueldade. Nossa responsabilidade é com o futuro de 206 milhões de pessoas. Minha solidariedade não me tira a disciplina de produzir uma alternativa para o Brasil, independentemente do destino do Lula e do PT."

No entanto, ele evitou contestar as decisões tomadas pela justiça nacional. "Não me parece ser a providência mais razoável fazer um acampamento com palavras de ordem insultando o Judiciário às vésperas do julgamento. Das duas uma: ou você confia nas instituições e recorre a elas para corrigir injustiças ou não confia", afirmou, sinalizando ainda que está satisfeito com a prisão após a segunda instância. "O mundo civilizado inteiro garante apenas dois graus de jurisdição para crimes comuns. É muito raro que se dê a um julgamento de crime comum quatro graus de jurisdição. O correto era corrigir a distorção institucional que, hoje, garante quatro graus de jurisdição." 

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