terça-feira, 3 de abril de 2018

Em Barbalha embate entre oposição e situação é ampliado com a desaprovação de projetos

A desaprovação de três projetos do Executivo, votados pela Câmara de Barbalha, abriu uma crise entre as bancadas de oposição e situação. Com tom acirrado e clima tenso, a oposição derrubou os projetos relacionados ao meio ambiente e a doação do antigo prédio do Centro Social Urbano (CSU) para o Sistema “S”, ligado à Fecomércio do Ceará.

A votação aconteceu na sessão do dia 28 de março e se configurou na segunda desaprovação dos projetos, que já haviam sido rejeitados em 2017. Antes de serem encaminhados para mais uma votação, os projetos foram discutidos com Ministério Público do Estado (MP), Câmara e representantes do Município.

Para o vereador Rildo Teles (MDB), houve despreparo da oposição ao votar contra os projetos analisados pelo MP. Rildo garantiu que tudo foi bem explicado. “A única explicação é o rancor pela derrota nas eleições de 2016”, argumentou.

O vereador lamentou a desaprovação do projeto de criação de um setor responsável pela emissão de licenças e fiscalizações ambientais, dentro da estrutura da Secretaria de Meio Ambiente. “O projeto iria modernizar o setor ambiental e trazer inúmeros benefícios para a cidade de Barbalha, facilitando a vida de empreendedores”, disse.

Para Rildo, o projeto proporcionaria uma desburocratização no setor para atrair mais empregos. “Além disso, a iniciativa pretendia criar um Fundo Municipal de Meio Ambiente, abrindo a possibilidade de atração de recursos dos governos do Estado e Federal para o setor”, disse.

O vereador Dorivan Amaro (PT), líder da oposição, justificou a desaprovação do projeto sobre meio ambiente no fato de já existir uma autarquia nos mesmos moldes, segundo ele, criada em 2014. Ele acusou a atual gestão municipal de não ter uma política ambiental. “Mês passado, reprovamos um projeto que extinguia a Secretaria de Meio Ambiente e, agora, mandam outro criando licença ambiental”, questionou.

Na mesma sessão, Dorivan Amaro aprovou projeto que obriga a disponibilização da relação de medicamentos e profissionais da saúde no site da Prefeitura e nas Unidades Básicas de Saúde. O projeto segue para sansão do prefeito Argemiro Sampaio (PSDB).

Sobre a derrubada do projeto que doava o prédio do antigo CSU para implantação do Sesi no Município, o presidente da Câmara, vereador Everton Siqueira, o Vevé (PP), disse que um requerimento assinado pela maioria dos vereadores pede a volta da Secretaria de Desenvolvimento Social para o prédio.

“A ideia é economizar recurso público com aluguel de um prédio”, argumentou Vevé, ao lembrar que a Secretaria está funcionando em prédio alugado. O vereador alertou para o abandono do prédio: portas e forro estão quebradas e o mato já invade as dependências do prédio.

O Município ainda não se manifestou sobre o que vai fazer para tentar viabilizar a implantação do Sesi em Barbalha, após a desaprovação do projeto de doação. Antes da votação, a Procuradoria Geral do Município chegou a afirmar que a doação seria o único caminho.

- no Jornal do Cariri

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