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Gestão de Tarrafas é acusada de desviar dinheiro público

A situação administrativa e política do prefeito de Tarrafas, Tertuliano Candido Martins, o Taiano (PP), parece se complicar a cada dia. Depois de vexames por embriagues em público, agora, o gestor é acusado de não exercer de fato o cargo de prefeito e ser cúmplice de um esquema de desvio de dinheiro público em sua gestão.

Segundo denúncias enviadas ao Ministério Público do Estado (MPCE), a Prefeitura é administrada pelo pai de Taiano, o ex-prefeito Terto Cândido. Através da Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (PROCAP), o MP investiga denúncias de dilapidação do erário público, enriquecimento ilícito e formação de quadrilha.

Várias pessoas com envolvimento direto e indireto no esquema já foram ouvidas em um inquérito Civil Público, instaurado pelo Ministério Público. A investigação correu sob a coordenação da promotora Vandiza Maria Frota Azevedo Moura.

Segundo a investigação, o esquema consiste no pagamento de serviços fictícios, com notas frias ou superfaturamento de serviços realizados. Para os desvios, eram usados nomes de “laranjas” para a prestação dos serviços. Em alguns casos, os envolvidos sequer sabiam que estavam sendo usados no esquema.

Foram justificados serviços como retelhamento de órgãos públicos, pinturas, serviços elétricos e hidráulicos, limpeza e jardinagem, além de ornamentação de eventos. Segundo o apurado, os serviços eram pagos sem que fossem realizados.

A denúncia cita casos como a Escola Dona Emídia Ferreira, onde os próprios professores é quem fazem os serviços sem a ajuda da Prefeitura. Outro caso destacado é do Cemitério Municipal, que teria passado por três limpezas em seis meses, com valores superfaturados.

O esquema é comandado pela senhora Arlete Lima, apontada como amante do ex-prefeito Terto, com a conivência de secretários e servidores. Em apenas um ano, o grupo conseguiu desviar mais de meio milhão de reais. No mesmo período, a gestão atrasou pagamentos que causaram a interrupção de serviços essenciais como energia elétrica de secretarias, merenda escolar, remédios em postos de saúde e no hospital municipal.

Os serviços eram contratados sempre em valores pequenos, entre R$ 1.500 e R$ 2.500. Mas, na verdade eram pagos valores entre R$ 3 mil e R$ 20 mil. Para garantir o retorno do dinheiro superfaturado, secretários envolvidos no esquema pediam os cartões e senhas dos prestadores de serviços.

Os próprios prestadores de serviços, sabendo da fraude, com certificação no Portal da Transparência, procuraram o Ministério Público para formalizarem as denúncias. O resultado das investigações já foi encaminhado para a PROCAP, que deve adotar as medidas cabíveis. Taiano pode ser afastado a qualquer momento da gestão em Tarrafas.

- no Jornal do Cariri
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