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Juazeiro e Crato sediam festival de dança com artistas de todo Brasil

Entre os dias 02 e 14 de abril, o Cariri recebe a IX Semana Dança Cariri, que acontece nas unidades do Sesc Crato e Juazeiro do Norte e na Associação Dança Cariri, que organiza o evento. Ao todo, a programação contempla 23 espetáculos, 11 oficinas, duas palestras e o lançamento de um livro. Para tanto, já foram confirmadas as presenças de artistas de diferentes estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba e Ceará. Entre eles, Angel Vianna, uma das pioneiras da dança no Brasil.

O professor e coreógrafo Allyson Amancio, que integra a direção e curadoria da Semana, destaca a presença de Angel como um marco histórico para a dança no Ceará, fato que, a seu ver, só legitima a ação desenvolvida no segmento da região.

Além dela, nomes como Isabel Marques, uma das principais pesquisadoras da dança-educação no país, e Denise Stutz, fundadora do Grupo Corpo, participarão do momento. A programação, segundo Alysson, está repleta de bons trabalhos e outros importantes artistas, o que torna a Semana imperdível para o público que gosta de artes na região.

O Coordenador Nacional de Dança da Funarte, Fabiano Carneiro, como lembrou Alysson, chegou a falar publicamente que a Semana Dança Cariri é um “importante festival que já faz parte do calendário nacional de festivais”. Para o professor, essa fala representa muito o crescimento do evento, que ao longo dos anos oportunizou intercâmbio de renomados artistas e companhias de dança.

“Eles possibilitaram não só a potencialização do cenário local, mas nos colocou na rota nacional da dança. Recebemos material de grupos do país inteiro querendo vir para cá, mas, lamentavelmente, não conseguimos atender essa demanda, sobretudo pela falta de recurso financeiro”, explica. “Mesmo sendo um evento com visibilidade nacional, parece que, para o setor público, não somos importantes para o desenvolvimento da arte, educação e cultura caririense, cearense e brasileira”, desabafa Alysson.

A escolha do tema “A dança não se define” surgiu do contexto que a Associação Dança Cariri questiona. A ADC acredita que seja necessário refletir questões como a intensa difusão, principalmente no passado, de que a Dança era uma arte efêmera; que após o espetáculo nada mais restava; que a dança estava destinada apenas aos corpos jovens, magros e considerados virtuosos; que a dança só acontecia nas capitais ou grandes centros e era uma arte de elite; e que a dança não era algo necessário ao nosso cotidiano.

- no Jornal do Cariri
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