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Nos 130 anos da Lei Áurea, Sakamoto critica teto dos gastos e prevê “inferno” na vida dos humildes


 "O Brasil nunca conseguiu inserir socialmente a população negra. Na verdade, não quis. Os descendentes daqueles trabalhadores escravizados do final do século 19 continuam a ser tratados como carne de segunda, sofrendo todo tipo de discriminação, recebendo bem menos que os brancos pela mesma função, enfrentando as piores condições de trabalho, sendo mortos sumariamente nas periferias das grandes cidades simplesmente por ter a 'cor errada'", escreve o jornalista Leonardo Sakamoto.
De acordo com o blogueiro, a vulnerabilidade dos negros no Brasil "só tende a crescer, ainda mais após a aprovação, pelo governo Michel Temer, da PEC do Teto dos Gastos – que limitou, por 20 anos, investimentos públicos em áreas como educação e saúde em nome da tranquilidade do mercado".
"E de uma Reforma Trabalhista, que reduz a proteção à saúde e segurança do trabalhador. Como pano de fundo, um desemprego de 13,1% (primeiro trimestre de 2018), com 13,7 milhões de desempregados, que cisma em não cair rapidamente. Ou seja, ao invés de estarmos caminhando para criar condições socioeconômicas e oportunidades a fim de reduzir os riscos de alguém ser escravizado, continuamos gerando mecanismos para tornar a vida dos mais humildes um inferno", acrescentou.
Leia artigo completo do jornalista no link: https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2018/05/13/lei-aurea-130-a-abolicao-incompleta-continua-gerando-pessoas-descartaveis/
- no site Brasil 247

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