sábado, 12 de maio de 2018

Um pouco da história da imprensa cearense


Aberta desde o último dia 9 de maio no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (Centro), a exposição Casa do jornalista: Fragmentos de uma imprensa citadina traz a reboque do próprio panorama da história inerente à profissão, um propósito bem maior. “Quando resolvemos montá-la, nossa ideia era a de fazer um Museu da Imprensa. Parte desse material pertence à ACI (Associação Cearense de Imprensa), que em julho completa 93 anos de criação, mas também temos acervos particulares - o que já dá condições de termos um museu”, afirmou Nilton Almeida, curador da mostra juntamente com Jacqueline Medeiros.
Numa visita guiada, Nilton iniciou a explanação por alguns vídeos que dão noção do surgimento da profissão no mundo e, consequentemente, da instituição. “Percebemos que a ACI, no caso, é uma entidade que reúne uma parte importante da história da Cidade. Com o surgimento do rádio, da TV, houve todo um impacto na vida das pessoas. Estamos numa época, para você ver, que o papel da própria imprensa está sendo questionado”, frisou. Em destaque, ao primeiro plano, o visitante depara-se com um exemplar do jornal intitulado Mutirão, “certamente o único jornal, de fato, considerado alternativo do Ceará. Um dos associados à instituição, José Edmundo de Castro, possuía uma coluna chamada Cacete do Dedé, onde o foco eram realmente as críticas pesadas”, destacou Nilton.
Entre objetos, desenhos, fotos, fichas de associados, a exposição liga-se com a atualidade a partir, por exemplo, do trabalho de Cildo Meireles e seu Projeto Cédula - Inserções em Circuitos Ideológicos (1975), que traz a frase “Quem matou Herzog?” carimbada numa nota de cruzeiro. “Ele autorizou que o coletivo Cancão de Fogo recriasse essa obra (desta vez, carimbando a frase ‘Quem matou Marielle Franco?’ numa nota de um real), que é o questionamento de um paradigma da luta pela democracia”.
- no Jornal O Povo

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