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Presidenciáveis não devem ver estreia do Brasil junto com correligionários


Todo ano de eleição é também ano de Copa do Mundo. Assim, o Mundial acabou virando, nos últimos anos, uma ótima oportunidade para os presidenciáveis exporem o patriotismo e criarem conexão com o torcedor. Era comum, os candidatos, devidamente uniformizados, convocarem a imprensa para assistir aos jogos ao lado de correligionários.
Mas este ano, talvez traumatizados com o 7 a 1, que eliminou o Brasil em 2014 diante da Alemanha, os pré-candidatos, pelo menos inicialmente, planejam ser discretos em relação ao torneio da Rússia. Claro que um bom desempenho do time do técnico Tite nas primeiras rodadas pode levar a uma reformulação dos planos. Para o jogo inicial deste domingo contra a Suíça, os políticos estão programando, em geral, ficar em casa ao lado da família. Há até quem, por causa da agenda, talvez nem consiga ver a partida.
Ciro Gomes (PDT) deve estar no aeroporto na hora do apito inicial, viajando da Paraíba para São Paulo. Ciro postou na sexta-feira um vídeo nas redes sociais em que diz que torcerá para o Brasil na Copa, apesar de, segundo suas palavras, a camisa da seleção ter sido usada “para coisa muita desonesta”. O presidenciável do PDT ser referia às manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em 2015, a camisa da seleção foi adotada pelos que pediam a saída da petista do poder.
Já o pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, pretende acompanhar o duelo em sua casa no Rio, na companhia da mulher e dos filhos, os também políticos Eduardo, deputado federal como o pai, Flávio, deputado estadual, e Carlos, vereador na capital fluminense, além da filha Laura.
O pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, vai acompanhar o primeiro jogo do Brasil na Copa da Rússia com a família em casa, em São Paulo. A campanha do tucano informou que ele não terá agenda externa no domingo.
A pré-candidata da Rede, Marina Silva, vai assistir à partida de sua casa no Lago Norte, em Brasília, junto com sua família. O partido, no entanto, deve ter um evento diferente para a estreia da seleção: um de seus filiados, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, deve fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais do partido com comentários sobre a atuação do escrete contra a Suíça. A sigla avalia a possibilidade de Marina participar eventualmente dessa transmissão com Bandeira de Mello.
Preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Lula, pré-candidato do PT, deve ver o jogo sozinho, já que não há visitas aos domingos. A TVT, ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, anunciou que Lula enviará diariamente comentários por escrito sobre as partidas da Copa, que serão lidos no ar.
Com informações do Jornal O Globo

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