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TURISMO RURAL É INCREMENTADO NAS COMUNIDADES DO CRATO



Trilhas, bicas naturais, cachoeiras, casa de farinha, apresentações culturais, culinária, memória e arqueologia. São diversas as potencialidades que as comunidades do Crato  têm desenvolvido por meio do turismo rural, prática cada vez mais  comum no campo.

As opções são muitas e agradam vários tipos de público. Alguns destes sítios já recebem visitantes há alguns anos, como é caso do Chico Gomes. Outros têm, aos poucos, articulado as lideranças para crescer ainda mais a visibilidade, como o Assentamento 10 de Abril e o Baixio das Palmeiras. Tudo começa, a princípio, com visitas acadêmicas ou de fóruns, durante eventos ou aulas de campo.

De maneira tímida, os moradores vão percebendo as riquezas ambientais, culturais e históricas de seu lugar. E isso começa gerar renda. No caso do Sítio Chico Gomes, no sopé da Chapada do Araripe, o turismo rural começou por acaso, como descreve o educador popular e poeta Manoel Leandro. Em 2009, o Fórum Cearense Pela Vida no Semiárido, que debatia a questão agrária, foi sediado lá. Na época, os participantes ficaram hospedados nas casas dos moradores, que acolhiam de uma a duas pessoas.

 "A gente achou que foi uma experiência interessante. E tivemos outros encontros realizados com a mesma metodologia", explica Manoel. Isso proporcionou uma interação com a comunidade, que aprovou a experiência. "Depois, percebemos que tinham outras coisas que poderiam ser trabalhadas, como a trilha, que antigamente era usada para o extrativismo".

Dessa trilha ociosa, foi pensada a possibilidade de proporcionar o turismo ecológico e de aventura. Lá, são aproximadamente 4Km de trecho íngreme, que podem ser percorridos entre 40 minutos a uma hora. Pelo trajeto, os visitantes se refrescam nas bicas naturais e, no fim dela, há um mirante com uma bela vista para a comunidade.

Há também uma pedra que serve como ponto de rapel para os mais aventureiros. Nela, é possível conhecer plantas nativas da fitoterapia, que servem para fazer chás e lambedores. No retorno, o almoço é na casa dos moradores. Manoel acredita que isso tudo foi percebido por meio da organização comunitária, com importante participação dos jovens. Este grupo, articulado desde 2006, na quadrilha junina, sentiu a necessidade de resgatar manifestações culturais tradicionais, como as danças e canções de seus antepassados.

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