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FICHA LIMPA? BOLSONARO OCULTOU BENS DA JUSTIÇA


A candidatura de Bolsonaro sofreu mais um abalo sísmico. A matéria de capa da Veja, que esmiúça processo que a sua segunda ex-mulher abriu contra ele, então deputado federal, em 2011, além de revelar traços de seu caráter incompatíveis com os minimamente exigidos de um presidente da República – "comportamento explosivo" e "desmedida agressividade" – e mostrar que ele roubou um cofre no Banco do Brasil com mais de 600 mil reais, revela algo mais escandaloso: 1) seu patrimônio era incompatível com seus proventos de deputado federal e aposentadoria militar, pois segundo a mulher ele recebia 100 mil por mês, apesar de ganhar apenas 26.700 como deputado federal e 8.600 como militar da reserva e 2) ele certamente ocultou patrimônio em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral em 2006 e provavelmente também em 2018, o que se enquadra nos crimes de falsidade ideológica e sonegação.
A declaração oficial do Imposto de Renda de 2006, anexada ao processo, indica bens no valor de aproximadamente 4 milhões de reais (8,7 milhões a preços de hoje), mas à Justiça Eleitoral ele declarou pouco mais de 400 mil.
Em 2018, mostrou à Justiça Eleitoral patrimônio de 2,2 milhões, mas apenas um de seus cinco imóveis, a Veja apurou, comprado em 2009 e que fica num condomínio residencial localizado em frente à praia na Barra da Tijuca, no Rio vale ao menos 2 milhões, segundo corretores da região.
A dúvida é se depois dessas revelações ainda haverá brasileiros dispostos a colocá-lo no posto mais alto da República. E se o TSE é capaz de confirmar que ele é ficha limpa.
- por Alex Solnik, no Brasil 247


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