BOLSONARO É CORRUPTO, LOUCO, VINGATIVO E INSANO, DIZ EX-LÍDER DO PINK FLOYD

Para Roger Waters, músico inglês e um dos fundadores da banda Pink Floyd, que está realizando uma turnê pelo Brasil, o candidato de extrema direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), "está na política brasileira há 30 anos e é totalmente corrupto! E é louco. Vingativo e insano".

"Há uma separação severa no mundo entre ricos e pobres, não só no Brasil, mas aqui é muito forte. Quando você anda por São Paulo, você vê casas bonitas e ricas cercadas por grades de metal, com guardas vigiando-as e centenas de câmeras. Dali a cem metros, você vê pessoas morando sobre papelão molhado, na sarjeta. Esses caras foram prejudicados, claro, mas não por Lula ou por Dilma, ou quem quer que seja. Eles foram prejudicados pelo neoliberalismo, pelo mercado livre mundial, que não regula as oportunidades para os indivíduos", disse Waters em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.
Waters, que foi vaiado ao exibir no telão do palco a #EleNão, disse que as imagens exibidas visam condenar o crescimento do neofascismo que vem ganhando espaço em nível mundial. Na última quarta-feira ((17), em Salvador, o telão mostrou imagens do mestre de capoeira Moa do Katendê, morto a facadas após uma discussão política com um apoiador da candidatura de Bolsonaro.
Para ele, as vaias recebidas durante o show em São Paulo merecem um agradecimento. "Eu digo "Obrigado, São Paulo", obrigado às pessoas que fizeram aquele barulho. Lamento que vocês estejam brigando uns contra os outros, discutindo coisas fundamentais sob a ótica de alguém como Bolsonaro. O que ele fala não deveria ser assunto para nenhuma argumentação em qualquer lugar do mundo. Mas é uma coisa real e assustadora", afirmou.
Sobre uma possível vitória de Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, o músico destacou esperar que "os brasileiros não queiram que eu volte até que a democracia retorne ao país. A democracia pode ser retirada de modo tranquilo ou violento neste grande país. Espero que não aconteça como em 1964, para retornar 21 anos depois. É preciso lutar contra o fascismo e o totalitarismo de qualquer maneira. Se isso acontecer aqui, vou continuar meu ativismo, fazendo o possível para ajudar a reverter isso".
no Brasil 247
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