ACM NETO, PRESIDENTE DO DEM, CRITICA ESCOLA SEM PARTIDO E CLASSIFICA PROJETO COMO "DESCABIDO"

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) conheceu mais um opositor do projeto Escola Sem Partido – uma de suas principais bandeiras. Em entrevista à Rádio Metrópole, o prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto, afirmou ser contrário à proposta que visa coibir a atuação de professores nas escolas. “No Brasil, não tem essa coisa de professor estar na sala de aula fazendo militância política”, garantiu ACM, como também é conhecido.

 Aliado de Bolsonaro no segundo turno, o prefeito soteropolitano confirmou que podem haver “exceções”, mas ponderou dizendo que elas “devem ser tratadas” como tal. “Você vai censurar, monitorar o que o professor está falando em sala de aula? Isso é descabido”.

 No dia 9 deste mês, Bolsonaro gravou live em seu Facebook informando que pretende fiscalizar as próximas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Seu desejo seria o de evitar possíveis temas polêmicos nas provas, como questões segundos as quais atribui ser de “ideologia de gênero”.

O futuro Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, já chegou a endossar o plano de Bolsonaro. “Se o presidente se interessar, né? Ninguém vai impedir”, disse em sua primeira entrevista após a indicação.Para o presidente do DEM, porém, essa possibilidade não deveria sequer ser cogitada. “Jamais, se fosse presidente, iria ver com antecedência a prova do Enem. Isso não existe”, criticou.

O partido comandado por ACM tende a ser um dos principais a formar base aliada a Bolsonaro. Até o momento, a sigla emplacou três nomes para pastas do futuro governo. Os deputados federais Onyx Lorenzoni (RS), Tereza Cristina (MS) e Luiz Henrique Mandetta (MS) ocuparão, respectivamente, Casa Civil, Ministério da Agricultura e Ministério da Saúde. Nas eleições deste ano, o DEM elegeu 29 deputados federais e seis senadores.
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