AGRICULTORES APOSTAM NO FORTALECIMENTO DO ALGODÃO NO CARIRI





Cerca de 300 agricultores de dez cidades caririenses participaram de capacitações para fortalecer a produção algodoeira no Cariri. As formações são conduzidas pela Embrapa Algodão, que tem sede em Campina Grande (PB) e, no Ceará, mantém um campo experimental em Barbalha. A expectativa é de transformar a cultura do algodão na região, que passaria de zero para 800 hectares plantados ainda em 2019. Na metade do século passado, a região do Cariri, junto com o Sertão Central, dominava a produção de algodão no Ceará. Com a introdução do bicudo, a principal praga da fibra branca, o plantio foi praticamente zerado. Segundo o pesquisador da Embrapa Algodão, Fábio Aquino, a região do Cariri possui grande potencial para retomar a plantação, devido às condições como o solo fértil.

Durante toda a semana passada, 300 pessoas, entre agricultores, técnicos e estudantes, dos municípios de Barbalha, Brejo Santo, Crato, Jardim, Lavras da Mangabeira, Milagres, Nova Olinda, Tarrafas, Porteiras e Várzea Alegre, foram capacitadas em uma fazenda que funciona como campo experimental para o plantio do algodão, em Barbalha. Nos encontros, foram repassadas técnicas sobre o cultivo do fruto branco no semiárido brasileiro. As ações fazem parte de uma política estadual que incentiva o retorno da produção no Ceará por meio de uma base tecnológica mais desenvolvida. De acordo com o pesquisador, a Embrapa Algodão fornece tecnologia contextualizada às condições do Cariri. Conforme relata, não adianta aos produtores do Cariri lançarem mão de tecnologias utilizadas no Serrado brasileiro – hoje o maior produtor do Brasil – e utilizar de forma igual no Cariri.

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