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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

On 04:52:00 by leiasempre   No comments
O estudante Pedro Bellitani Baleotti, 25, foi expulso da Universidade Presbiteriana Mackenzie, depois da repercussão de vídeo no qual aparece dizendo "Tá vendo essa negraiada? Vai morrer! Vai morrer!". Os insultos eram em referência a duas pessoas negras em uma moto no trânsito de São Paulo. 

A decisão da universidade foi tomada em dezembro de 2018 e consta de um parecer do Ministério Público sobre o caso. Diante da expulsão, a Promotoria não viu necessidade de mover uma ação civil pública e optou pelo arquivamento do processo. 

"Não se vislumbrando fundamento para a propositura de ação civil púbica ou para qualquer outra medida legal, já que suficientes as providências já adotadas, promovo o arquivamento dos autos", afirmou o promotor Eduardo Ferreira Valeiro, em seu despacho.

Sobre as providências, ele se refere no documento tanto à ação de expulsão promovida pela universidade quanto à ausência de vínculo dele com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), também confirmada nos autos.

Segundo explicou o promotor, o presidente da OAB informou que o estudante "não integra os quadros de inscritos da entidade, quer como estagiário, quer como advogado". Por isso, não foi necessário a adoção de nenhuma outra medida disciplinar.

Aluno do 10º semestre do curso de direito, Baleotti estava suspenso desde outubro.  No vídeo gravado por ele mesmo, o jovem diz que estava indo votar "ao som de Zezé, armado com faca, pistola, o diabo, louco para ver um vadio, vagabundo com camiseta vermelha e já matar logo".

Na parte final da gravação, ele filma duas pessoas negras em uma moto e afirma: "Tá vendo essa negraiada? Vai morrer! Vai morrer! É capitão, caralho", numa referência ao então candidato Jair Bolsonaro (PSL).
Num segundo vídeo, o estudante segura um revólver e canta "capitão, levanta-te". Depois que a gravação viralizou, o jovem foi identificado por colegas da universidade e virou alvo de protestos.

Mais de mil alunos se reuniram nos períodos da manhã e da noite para cobrar providências e a punição do universitário. Ele também foi demitido do escritório em que atuava como estagiário.

(Diário do Nordeste)

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