CARLOS BOLSONARO ATACA VITÓRIA DA MANGUEIRA COM CORRUPÇÃO DE PRESO QUE É DE SEU PRÓPRIO PARTIDO


"Dizem que a Mangueira, escola de samba campeã do carnaval e que homenageou Marielle, tem o presidente preso, envolvimento com tráfico, bicheiros e milícias. Esse país está de cabeça pra baixo mesmo”, escreveu ontem no twitter o vereador Carlos Bolsonaro, substituindo o pai na polarização com a esquerda em que o bolsonarismo aposta para evitar a fuga de suas bases.
Ele foi detonado por internautas em seu próprio post por causa da palavra “milícias”.
Tuiteiros lembraram a Carlos que o irmão dele, Flávio Bolsonaro, eleito senador, é suspeito de envolvimento com Fabrício Queiroz, o ex-PM que estaria ligado à maior milícia da Zona Oeste do Rio.
Internautas também lembraram das várias homenagens prestadas por Flávio a policiais envolvidos com extorsão e homicídios. Um dos líderes da milícia da Zona Oeste, foragido, empregou a mãe e a mulher no gabinete de Flávio quando ele ainda era deputado estadual no Rio.
“Rapaz, o presidente da Mangueira foi afastado da escola. Ele é investigado por participar dos esquemas do MDB. Eu sempre denunciei, diferente da sua família que sempre apoiou. Esqueceu do apoio de vocês ao Cabral, Pezão e Paes? O que tá virado é sua memória”, escreveu o agora deputado federal Marcelo Freixo em resposta a Carlos.
Freixo deixou de citar que Flávio Bolsonaro votou em Jorge Picciani, hoje preso, para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Alerj.
Carlos Bolsonaro voltou à carga mais tarde, descrevendo “mais uma curiosidade do braço esquerdo do PT [ele se refere ao Psol]. De boas… né frouxossss”.
O texto veio acompanhado do link para uma reportagem de O Globo:

Chiquinho da Mangueira usou propina de Sérgio Cabral para realizar desfile da escola de samba, diz delator
Denúncia da Operação Furna da Onça mostra que o deputado, que é presidente da agremiação, pediu dinheiro da organização criminosa perto do carnaval
De fato, a suspeita é de que o ex-presidente da Mangueira trocava votos por ajuda de Cabral. Ele foi preso na Operação Furna da Onça, mas colocado em prisão domiciliar em janeiro deste ano, depois de perder 8 quilos em 41 dias.
Segundo denúncia do MPF, Chiquinho ou sua mãe Celeste receberam R$ 3 milhões em dinheiro vivo em meias compridas. Ele presidiu a Mangueira de 2013 a 2016.
Na carreira política, que começou em 2003, Chiquinho já foi “socialista” do PSB, do PMDB, PMN, Podemos e estava no PSC quando foi preso.
Carlos Bolsonaro, que está na Câmara Municipal do Rio desde 2001, passou pelo PTB, PP e agora está no PSC (o mesmo do governador Wilson Witzel). Especula-se que ele seria candidato a prefeito do Rio em 2020 com apoio de Witzel.
Quando foi preso, Chiquinho da Mangueira era corregedor parlamentar, cargo ao qual ascendeu com 44 votos (cinco contrários, duas abstenções).
O corregedor é o encarregado de abrir e presidir investigações sobre os colegas. Além de participar dos esquemas do ex-governador Cabral, anteriormente ele havia sido acusado de fazer pressão sobre a PM para facilitar a vida de traficantes.
Na polêmica com Carlos Bolsonaro, Marcelo Freixo acrescentou um lembrete mais tarde:
“Ontem esqueci de uma coisa importante. O vereador Carlos Bolsonaro é do PSC, mesmo partido do ex-presidente da Mangueira. Que coisa, né? Realmente esse rapaz não está com a cabeça boa”.
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