HEITOR FREIRE QUER IMPLANTAR O MACARTHISMO NO BRASIL





Quem diria que sairia de um estado como  o Ceará – que deu ao Brasil figuras como Dragão do Mar, Bárbara de Alencar e Dom Helder Câmara - uma figura que quer implantar o macarthismo no serviço público federal, e com certeza nos centros produtores da cultura e do conhecimento, como escolas e universidades.

A estapafúrdia desculpa de Heitor Freire é que é necessário uma secretaria de desesquerdização para acabar com o mal do comunismo no Brasil. Que só ele e os bolsominions conseguem enxergar.

Na realidade, ele propõe mesmo implantar uma secretaria para deixar no serviço público apenas quem coadunar com o pensamento de extrema direita que vem crescendo no Brasil e tem seu espelho maior no atual governo de Jair Bolsonaro.

Na sua apresentação da secretaria marcarthista ele diz: “Como é público e notório, o nosso país foi palco de assaltos ao longo de mais de duas décadas de governos esquerdistas, especialmente pelo ‘Partido dos Trabalhadores’. Observamos o aparelhamento gradual do Estado realizado por militantes de esquerda e seus sindicalistas. Os danos causados ao Brasil foram imensuráveis, tendo como consequência o rombo escancarado dos cofres públicos para o seu autofinanciamento, jogando o país no caos em todas as áreas, desde a econômica até a nossa juventude, envenenada pelo comunismo e pela famigerada ideologia de gênero’”.

O que chama a atenção é assalto ao longo de duas décadas. Mas os governos petistas duraram 14 anos, e Temer que substituiu Dilma Roussef foi alçado ao poder pelo voto de gente como Aécio Neves, Eduardo Cunha, Jair Bolsonaro, Romero Jucá e tantos outros homens preocupados com o futuro da nação.

Heitor Freire é mesmo um político sabido.   Tanto que propõe que ele mesmo seja o tal comandante desta nova secretaria, ou seja, quer mais uma boquinha e com certeza, cargos públicos e verbas para patrocinar  sua caçada aos tais comunistas.

A sociedade brasileira precisa ficar de olho. Servidores concursados vão ser perseguidos por um político que mal começou seu primeiro mandato e acha que pode destruir a carreira de servidores públicos que não concordarem com quem está de plantão no poder? Isso nos lembra os anos de chumbo, quando servi dores públicos, professores, trabalhadores foram demitidos e perseguidos.

Será que teremos esses tempos de volta?

E a grande SUPER INTERESSANTE  nos ensina um pouco sobre o macarthismo, só para a gente lembrar:

Foi um polêmico movimento político norte-americano para tentar combater o comunismo no país nos anos 1950 – mesmo que isso significasse violar o direito civil à opinião política, previsto na Constituição. Motivado pela paranoia da Guerra Fria, entre EUA e URSS, o macarthismo foi personificado pelo senador republicano Joseph McCarthy – daí seu nome.

Como presidente do Comitê de Investigação de Atividades Antiamericanas do Senado, McCarthy cometeu diversos abusos: autorizou quebras de sigilo, violou fundamentos legais (como o direito à ampla defesa), pressionou interrogatórios e divulgou listas de supostos adeptos do comunismo que deveriam sofrer todo tipo de sanção – mesmo sem provas definitivas.
As investigações não poupavam ninguém: membros do Exército, do governo e do próprio Parlamento. Especialmente, professores, escritores, artistas e sindicalistas. Em Hollywood, vários diretores, produtores e atores tiveram a carreira arrasada por entrarem na “lista negra”. Até Charles Chaplin foi incluído e penou para conseguir trabalho nessa época.
Mas os excessos de McCarthy custaram caro. Com o tempo, ele passou a ser acusado de usar sua posição no Senado para perseguir desafetos políticos. Lentamente, perdeu espaço no cenário norte-americano. Ao mesmo tempo, a opinião pública começou a se voltar contra os principais casos de injustiça nesse período. Foi o fim da caça às bruxas contra a esquerda no país.


NOSSO BREVE COMENTÁRIO

Pois é amigos leitores o macarthismo não acabou bem nos Estados Unidos.

Um a boa lição para quem acha que a diversidade de pensamentos leva ao atraso.

Acredito que o distinto deputado deveria centrar suas forças para ampliar os investimentos em saúde, educação,  infraestrutura que o Ceará tanto precisa.

Está na hora de parar de ser paranoico e ampliar um clima de divisão no Brasil.


por Tarso Araújo, editor do Leia Sempre

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