Em entrevista, Lula fala de liberdade, economia, Bolsonaro e Sérgio Moro


Depois de muitas idas e vindas até decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em permitir a primeira entrevista depois de mais de um ano de prisão, o ex-presidente Lula soltou o verbo, nessa sexta-feira, 26. Na conversa com os jornalistas Florestan Fernandes Júnior (El Pais) e Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo), na Superintedência da Policia Federal em Curitiba, Lula fez criticas ao ex-juiz Sérgio Moro, ao governo Bolsonaro e definiu como golpe o que o levou a prisão.

Perguntado porque permaneceu no Brasil, quando poderia ter sido refugiado em outro país, Lula respondeu que seu lugar é aqui (Brasil). “Eu tenho tanta obsessão de desmascarar o Moro, desmascarar o Dallagnol e a sua turma, desmascarar aqueles que me condenaram. Eu ficarei preso 100 anos, mas não trocarei a minha dignidade pela minha liberdade”.
Sobre o governo Bolsonaro, Lula perguntou por Fabricio Queiroz e disse que o país está sendo governado por um “bando da malucos”. “O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso”, disse. O ex-presidente perguntou pelo ex-assessor da família Bolsonaro Fabricio Queiroz para exemplificar a diferença de tratamento entre ele e a família do atual presidente. “Imagine se os milicianos do Bolsonaro fossem amigos da minha família?”

Ao avaliar o atual planejamento econômico do país, Lula lembrou uma economia U$ 379 bilhões de dólares em reservas cambiais sem causar qualquer prejuízo a população. Lula se ofereceu para  discutir a situação com o ministro da Economia, caso ele queira. “Este governo tem obsessão de destruir a soberania nacional, de destruir emprego, de juntar 1 trilhão à custa dos aposentados. Para quê?”, questionou. “O Guedes precisava criar vergonha. Onde ele fez esse curso de economia dele?” disparou.

Ao falar sobre a sua condenação, o ex-presidente ponderou que “não consegue imaginar os sonhos que teve para o Brasil” e fez duras críticas aos ministros e juízes que o condenaram, mas declarou que dorme com a consciência tranquila todos os dias. “Eu tenho certeza que o Dallagnol não dorme, que o Moro não dorme”, ressaltou. Lula falou ainda da política nacional e das decisões da política internacional do Brasil.

(no blog do Madson Vagner)
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