POPULARIDADE DE MORO DESPENCA DEPOIS DA VAZA JATO, INDICA PESQUISA

Pesquisa do instituto Atlas Pesquisa realizada depois do início da divulgação da Vaza Jato mostra que a popularidade de Sérgio Moro começa a despencar. A primeira onda de divulgação do site Intercept aconteceu no fim da tarde do domingo; a pesquisa, realizada entre segunda e quarta-feira (12), constatou: Moro perdeu quase 10 pontos percentuais em sua avaliação positiva, caindo de 60% em maio para 50,4% esta semana; a avaliação negativa do ex-juiz saltou de 31,8% para 38,6%. Nada menos que 58% das pessoas ouvidas condenaram a conduta de Moro. 

O levantamento, feito online com 2.000 pessoas de todo o país (o resultado tem margem de erro de 2% para cima ou para baixo), mostra que 73,4% dos entrevistados tomaram conhecimento das conversas entre Moro e Dallagnol, divulgadas pelo Intercept. Desses, 58% reconhecem que a prática de um juiz aconselhar e manter conversas privadas com membros da acusação ou defesa de um réu, sem o conhecimento da parte adversa, é incorreta. Somente 23,4% consideram esse comportamento correto. Outros 18,6% não opinaram.
Num movimento paralelo na opinião pública nacional, despenca o apoio à prisão de Lula - de 57,9% para 49,4%. O percentual dos contrários à condenação de Lula subiu de 33,10% para 38,4%. 
A mudança de posição sobre Lula não pode ser atribuída apenas à publicação das reportagens do Intercept, mas é a primeira vez que a queda da rejeição a sua prisão se cristaliza nos resultados de um levantamento, observa Andrei Roman, phD em Ciência Política pela universidade de Harvard, e sócio da Atlas Político, ouvido pela jornalista Carla Jiménez, do El País. Para Roman, há uma mudança de qualidade na visão sobre Moro: "Havia muitos ataques à figura do ministro Sergio Moro, mas nunca houve impacto em sua imagem. O mesmo vale para o ex-presidente Lula. Sempre houve mensagens de defesa, mas não havia impacto em sua avaliação. É um ponto de inflexão". 
Para o cientista político, o horizonte para Moro não é dos mais positivos desde que os diálogos vazados com os bastidores da operação Lava Jato vieram a público. "É um momento delicado. Não é só uma notícia ou algo pontual, é uma avalanche de informações e que não se sabe quantas mais existem e o quanto podem ser danosas a ele", observa. 
(no Brasil 247)
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