Artigo – “Weintraub: um terrorista caricatural”, por Marcos Leonel


Em negociata de apoio político da famigerada bancada ruralista o “governo” brasileiro já autorizou mais de 239 agrotóxicos, a maioria banidos da Europa, entre eles está o inseticida atrazina, proibido há mais de 15 anos por se tratar de um neurotóxico, primo legítimo do gás sarin, cobiçado por terroristas e classificado como arma de destruição em massa na Resolução 687 das Nações Unidas. 

No segmento educacional o “governo” brasileiro também já liberou vários elementos tóxicos de alta periculosidade, sendo o último deles um composto chamado Weintraub, manipulado para atacar o sistema nervoso da educação brasileira.

O então ministro da educação não consegue disfarçar a sua interminável satisfação em gerenciar uma pasta que tem como orçamento atualizado, segundo o Portal da Transparência, uma vultosa fortuna de 116,93 bilhões. O mais novo inquilino do MEC também não consegue esconder o quanto que gosta de patinar nas benesses do poder, que inclui, entre outras coisas, salário, jetons, verba indenizatória, moradia oficial, carro, motorista, seguranças, cartão corporativo, tráfico de influências e um palanque dedicado aos atos de expelir arbitrariedades com todo o aparato da proteção oficial. Vale ressaltar que a expressão expelir faz parte da família reto intelectual.

Exatamente para manter o status e não ser evacuado como o seu antecessor, o agente Weintraub tem como estrutura molecular a soma de gases emitidos por um aterro sanitário chamado pomposamente de Olavo de Carvalho, que é fruto do acúmulo de excrementos defecados pela baixa filosofia dos becos, como também pelo ceroto dos cotovelos em atrito nos balcões dos cabarés políticos brasileiros. Tendo em vista a prática passadista, datada, vencida de combate ao comunismo, bem como num vislumbre fantasmagórico de eugenia de extrema direita, o executor vê as universidades públicas como campos de concentração, sendo alunos e professores o alvo a ser exterminado pela letalidade do Estado. A estratégia é sucatear a formação, a pesquisa e a extensão universitária, sob o pretexto de eliminar um foco de antagonismo ideológico. Isso é tão caricatural quanto acreditar que o homem nunca foi à lua, mas tão perigoso quanto se alinhar ao nazismo.

Uma Ação Civil Pública, do Ministério Público Federal, pede a condenação do elemento Weintraub e da União, por danos morais coletivos decorrentes de ações nefastas contra alunos e professores das Instituições Públicas Federais de Ensino,  através de declarações desse indivíduo. Em suas falas ele já afirmou que as universidades são cheias de gente desocupadas, baderneiros, drogados, que fazem balbúrdia e promovem surubas coletivas, com pessoas nuas, que transitam nos campos em perfeita vagabundagem. O Ministério Público Federal pede uma indenização de 5 milhões, como forma de reparar a honra objetiva e os danos à imagem dos perseguidos. Não é difícil entender que o que motiva tamanha investida criminosa não é apenas uma perfídia ideológica, mas que faz parte de um plano macabro de fortalecimento do ensino pago, conforme acordo firmado em campanha, para a ausência do Estado, em detrimento do livre comércio.

O último ato de postura discriminatória, com fôlego nazista, foi a chancela para a violência contra membros da União Nacional de Estudantes, quando esse meliante compartilhou em uma rede social, um vídeo em que estudantes são espancados, enquanto protestavam contra o plano Future-se – que pretende transformar oficialmente as Universidades Federais em empresas e a educação em produto. O texto que o ministro compartilhou, publicado originalmente no perfil UFF Livre Campos dos Goytacazes diz: “Vagabundos da UNE tomando um sacode na frente do MEC”, ao som de Sweet Dreams. Com um cinismo típico dos exterminadores nazistas que filmavam e fotografavam suas vítimas: esse sujeito afirma: “Sem mais comentários (apenas que a música é boa e é do meu tempo)”. Mais tóxico do que isso só seria o discurso do ódio ser revertido em uma guerra civil.

Marcos Leonel é Cidadão do Mundo


Artigo – “Weintraub: um terrorista caricatural”, por Marcos Leonel Artigo – “Weintraub: um terrorista caricatural”, por Marcos Leonel Reviewed by leiasempre on 06:27:00 Rating: 5

Nenhum comentário