Agressão contra Guimarães repercute na Câmara dos Deputados



No plenário da Câmara dos Deputados diversas lideranças de partidos políticos e parlamentares forma solidários ao deputado federal José Guimarães (PT) agredido durante um voo entre Fortaleza e Brasília na última segunda-feira, 30.
O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM) também foi solidário ao petista.
Veja vídeo cima.
Leia texto do PT na Câmara sobre o assunto:
O militante bolsonarista que atacou o deputado José Guimarães (PT-CE) num voo entre Fortaleza (CE) e Brasília (DF), nesta segunda-feira (30), Gilberto Alves Junior, vai responder a processo por injúria e difamação, movido pelo parlamentar.
Guimarães decidiu entrar com a ação judicial em razão de Alves Junior ter mentido no depoimento dado à Polícia Federal no aeroporto de Brasília.
O bolsonarista apagou os vídeos registrados no celular com as ofensas destinadas contra o deputado e garantiu que não havia enviado o material para terceiros.
Entretanto, os vídeos começaram a circular por grupos de Whatsapp pouco depois das 21h – o voo, da Latam, pousou em Brasília às 21h10.
Ao ser levado para prestar depoimento na sala da PF no aeroporto de Brasília, Alves Junior, que estava acompanhado da esposa, pediu desculpas ao parlamentar e chorou.
No voo, o agressor gritou ao manifestar apoio a Bolsonaro, o que é confirmado em seu perfil no Facebook.
Na sessão da Câmara desta terça-feira (1º), Guimarães recebeu palavras de solidariedade de vários colegas e relatou que o vídeo preocupou seus familiares no Ceará. A mãe do petista, que mora no interior do Ceará, tem 94 anos.
“A nossa família chora, a nossa família fica doída, mas eu só posso dizer que eu não vou recuar um milímetro das minhas posições políticas e muito menos do que eu faço aqui no Parlamento brasileiro, dado o compromisso que eu tenho com o Brasil”, declarou Guimarães, que também publicou vídeo no Facebook detalhando as medidas contra o seu agressor.
Fake News
Gilberto Alves Junior mudou de lugar no avião para ficar ao lado de Guimarães e registrar as ofensas em vídeo.
O bolsonarista, que é gerente do hotel Nobile Plaza, em Taguatinga (DF), afirmou que o parlamentar havia sido flagrado com dólares na cueca e preso por conta disso.
Na verdade, isso ocorreu com um assessor de Guimarães quando ele era deputado estadual no Ceará, em 2005.
O parlamentar foi absolvido das acusações de envolvimento no episódio.
“Vagabundo”, “ladrão” e “cabra safado” foram outras ofensas proferidas por Alves Junior.
Até o ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, durante audiência pública na Câmara, em maio passado, reproduziu a “fake news” e atacou Guimarães mencionando o episódio, mas pediu desculpas em seguida ao ser repreendido e informado pelo deputado sobre o desfecho das investigações do caso.
O deputado cearense também defendeu a importância da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o fenômeno das “fake news” no Congresso.
“Nada melhor para inibir isso como a CPI das Fake News, porque, a partir de um celular, outros aproveitaram esse fato para viralizá-lo pelo país inteiro”, disse Guimarães.
# do PT na Câmara 
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