Artigo: WEINTRAUB: O SUBMUNDO DE UM PASPALHO, por Marcos Leonel


A dádiva maior do ministro da educação é ser capacho, desses escrito “seja bem vindo”, onde a sujeira é o exercício pleno da pasta, executada com a maestria dos canalhas. Só os canalhas são capazes de sabotarem o próprio trabalho com a frieza de um assassino em série, que toma café com misto quente em uma lanchonete engordurada de subúrbio, depois de ter esquartejado sua última vítima. Só os canalhas traem a própria pátria e proclamam o ato como um grande feito do nacionalismo conservador. Weintraub é um canalha em série.

Vamos por partes, como diria Jack, o estripador. Ao atacar novamente as Universidades Federais do Brasil, o justiceiro das milícias e dos laranjais, mais uma vez demonstra suas habilidades e competências em reproduzir um discurso ideológico de separatismo e de ódio. “Você tem plantações de maconha, mas não são três pés de maconha, são plantações extensivas de algumas Universidades, a ponto de ter borrifador de agrotóxico. Porque orgânico é bom contra a soja para não ter agroindústria no Brasil, mas na maconha deles eles querem toda a tecnologia à disposição”, disse ele, com um português sofrível e um maucaratismo exuberante.

Disse ele ainda mais, em uma entrevista dada ao Jornal da Cidade Online: “Você pega laboratórios de química – uma faculdade de química não era um centro de doutrinação – desenvolvendo drogas sintéticas, metanfetamina, e a polícia não pode entrar nos campi”, ainda sem noção básica nenhuma da língua mãe e sem nenhuma espécie de prova, apenas acusações levianas, típicas de um terrorista de milícias. A mentira deslavada, a contra informação, a postura antiética, a grosseria e as ruminações, sempre foram armas da fantasmagoria ideológica bolsolavista, que inventa um cenário de doutrinação nas Universidades Públicas, como se o Brasil fosse os Estados Unidos pós Segunda Guerra Mundial, lutando heroicamente contra os vermelhos. Assim se funda uma alucinação militarizada, pronta para desmontar o ensino público.

Essa fixação bolsolavista americanalhada é, além de entreguista de calças arriadas, é profundamente antipatriótica, é uma verdadeira traição ao povo brasileiro, anacrônica e patética. Quando o próprio ministro da (des)educação demoniza, achincalha, esculhamba o sistema público de ensino universitário, ele não só busca justificativas para se livrar da obrigatoriedade da oferta do ensino público, prevista em lei, e seguindo a tendência neoliberal de achatar o povo com sua ausência, como ele também condena todas as classes desfavorecidas ao proletariado eterno, de dinheiro curto, de viver pela esperança, de não ter direitos mas ser felizmente neoescravizado em um emprego mesquinho, sem perspectivas. Sem transformação social pela educação. É justamente esse o povo que foi ludibriado, que foi fisgado pela lábia do camelô, que agora banca as mordomias do poder para quem o tortura pelas costas, numa tentativa de fazer com que esse povo imbecilizado confesse que é subversivo.
Weintraub não é um capacho qualquer, é um cão útil, é uma amante fiel. Para se tornar um capacho trapalhão é preciso amar o poder e seus benefícios, é preciso se prostituir. E isso ele sabe fazer como ninguém. A doutrina conservadora americana de ataque deliberado as Universidades tem como respaldo autores extremamente racistas e defensores de uma elite supremacista no poder, que odeia minorias, negros e pobres. Esses são os valores agregados da sigla “WASP”: white anglo-saxon and protestant, e que por sua vez fomentaram os princípios do neoliberalismo, tendo em vista a possibilidade real de distribuição de rendas e de poder, pregado pelos socialistas. Autores como William Bucley e sua obra “God and man at yale: the supertitios of academic freedom”, de 1951 e Irving kristol, através de obras como “The adversary culture of intelectuals”, de 1979, servem como referência para o guru das porcarias: Olavo de Carvalho, que faz suas leituras oblíquas e repassa adiante para os patetas oficiais, que vivenciam uma guerra de desenhos animados contra os comunistas.

Essas obras são republicanas por essência e neoliberais por excelência. São catalizadoras da postura ditatorial do presidente e que deram respaldo para a militarização dos escalões do poder. No entanto, em suas ideias confusas e decaídas, o presidente resolve atacar e trair o próprio vice, militar de carreira. De pronto, como um animal de estimação que balança a calda, Weintraub resolve atacar a Proclamação da República, caracterizando-a como golpe militar, passando a propagar ideais monarquistas. De golpe militar vive o próprio governo, é uma expectativa solene. O que configura isso como piada pronta. Uma coisa é certa nesse antro de desqualificados: trair é um valor moral a ser seguido. Os exemplos são fartos. Nesse ponto existe uma equiparação entre o povo traído e o governo traidor, ambos não têm nenhuma convivência adequada com o ambiente científico.

# por Marcos Leonel, cidadão do mundo
  



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