Um ano ruim para o meio ambiente no Brasil


Um estudo publicado em janeiro mostrou que o aquecimento dos oceanos bateu recorde. As águas do planeta atingiram as temperaturas mais altas dos últimos 60 anos. A pesquisa, feita com base nos dados mais recentes do Instituto de Física Atmosférica, na China, foi publicada na revista científica "Advances in Atmospheric Sciences".

Servidor expulso

 

No fim de março, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibamaexonerou o servidor José Augusto Morelli. Ele foi o responsável por uma ação de fiscalização executada em 25 de janeiro de 2012 que autuou e multou Jair Bolsonaro em R$ 10 mil por pesca ilegal.
A autuação contra Bolsonaro ocorreu na Estação Ecológica de Tamoios, em Angra, no Rio de Janeiro. A prática é proibida no local. Quando foi abordado, Bolsonaro foi fotografado por um dos fiscais em uma pequena embarcação e com uma vara de pesca.

Presidente do ICMBio pede demissão

 

Em 16 de abril, após pouco mais de três meses no cargo, o ambientalista Adalberto Eberhard pediu demissão do cargo de presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) após pouco mais de três meses à frente da instituição.
A demissão ocorreu após Eberhard acompanhar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em uma agenda no Rio Grande do Sul. Lá, Salles ameaçou abrir processo administrativo contra servidores do instituto que não haviam comparecido ao evento.

Um milhão de espécies ameaçadas

 

Um relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU) e divulgado em maio mostrou que um milhão de espécies de animais e plantas estão ameaçadas de extinção no planeta.
O documento foi elaborado com o apoio de 145 cientistas de 50 países, no que é o considerado o relatório mais extenso sobre perdas do meio ambiente.

Queimadas fizeram o dia 'virar noite'

 

Em 19 agosto, São Paulo começou a tarde com o céu encoberto por nuvens e o "dia virou noite". De acordo com os especialistas e imagens de satélite, o fenômeno estava relacionado à chegada de uma frente fria e também de partículas oriundas da fumaça produzida pelas queimadas na Amazônia.
Entre janeiro e agosto, o aumento no número de queimadas em todo o país foi de 82% em relação ao mesmo período de 2018.

Alta do desmatamento

 

Durante o ano, o sistemas de alerta do desmatamento no Brasil, conhecido como Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, registrou alta de 88% em junho e de 212% em julho, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O governo alegou que os números do Deter são apenas alertas de desmate, e que os dados oficiais são contabilizados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), também do Inpe.

Em novembro, então, foram publicados os dados do Prodes. A área desmatada na Amazônia foi de 9.762 km² entre agosto de 2018 e julho de 2019. Trata-se de um aumento de 29,5% em relação ao período anterior (agosto de 2017 a julho de 2018), que registrou 7.536 km² de área desmatada.

(publicado no site G1)

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