Polícia reforça tese de crime político em Granjeiro

Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (20), o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, manteve a tese de crime político para o assassinato do prefeito de Granjeiro, João Gregório Neto, conhecido como João do Povo. “Até o momento, cada vez fica mais forte a tese de que realmente tratou-se de crime político”, declara.

Na coletiva, os delegados detalharam operação policial que resultou na prisão de duas pessoas em Teresina (PI) e na apreensão de um veículo modelo Polo que teria sido usado no crime. O secretário André Costa e o titular da Delegacia de Polícia Civil de Crato, Luiz Eduardo da Costa, evidenciaram a participação no crime do primeiro veículo apreendido: uma picape S10 pertencente a um parente do então vice-prefeito, Ticiano Tomé, e encontrada na casa deste. “Já tínhamos apreendido um veículo S10 que, em um dado momento, prestou apoio a esse Polo. Temos evidências físicas disso. [...] É um veículo pertencente a um parente do então vice-prefeito e foi apreendido em uma das residências objeto de busca”, disse André Costa.

“Na residência dele mesmo”, acrescentou o delegado Luiz Eduardo, referindo-se ao agora prefeito, Ticiano Tomé. Motivação Para reforçar a linha de investigação, os delegados citaram que, no dia 14, Vicente Tomé passou a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de sair de Granjeiro.

Vicente é um dos principais suspeitos de encomendar o crime, mas negou participação em entrevista exclusiva ao Jornal do Cariri. André Costa detalhou a apreensão do outro veículo – um Volkswagen Polo cinza, com placas de Belo Horizonte (MG) – que teria sido usado para a fuga dos executores do assassinato do prefeito.

O secretário ainda confirmou a prisão de duas pessoas que estavam na posse do carro, que tentavam negociar o veículo em Teresina, no Piauí. O carro estava em uma revenda da capital, cujo proprietário foi preso por receptação, e já sem placas à espera de um comprador. O veículo tinha sido alugado e não devolvido. No decorrer das investigações, a Polícia pediu as prisões de Vicente Tomé, Ticiano Tomé e de uma terceira pessoa. “Essa outra pessoa é a pessoa que fez a locação do veículo, que foi apreendido agora, o Polo. Foi quem fez o contrato de locação. A gente está à procura dele ainda”, diz o secretário, sem revelar nomes. O prefeito João do Povo foi assassinado enquanto caminhava próximo onde morava, em Granjeiro. O crime aconteceu em 24 de dezembro.

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