Construção de cisternas de placa cai no governo Bolsonaro

De Carlos Madeiro no UOL.
Maiores aliadas do sertanejo na convivência com a seca do semiárido, as cisternas estão sendo construídas no ritmo mais lento já registrado desde o lançamento do programa federal em 2003. Desde 2015, o ritmo vem caindo e, no ano passado, atingiu seu índice mais baixo: apenas 30 mil construções.
O número indica uma queda de 80% em apenas cinco anos. Em 2014, o Programa Cisternas —hoje mantido pelo Ministério da Cidadania e reconhecido por premiações internacionais— financiou a construção recorde de mais de 149 mil cisternas.
Segundo o Ministério da Cidadania, em 2019 foram construídas “25.709 cisternas de primeira água, 4.784 cisternas de segunda água e 90 cisternas escolares.”
“A previsão orçamentária do Programa para 2020 é de R$ 129,3 milhões. Em 2019, foram executados R$ 67 milhões”, informou a pasta ao UOL.
A reportagem solicitou explicações adicionais sobre os motivos da redução, mas não obteve resposta. Hoje, existem 1,3 milhão de cisternas construídas no semiárido, sendo 1,1 milhão destinadas a consumo humano.
Cisternas de primeira água são equipamentos com capacidade de 16 mil litros construídos ao lado de residências para acumular água da chuva. Ela escorre por meio de calhas montadas no entorno do telhado até chegar ao reservatório. Em épocas de seca, serve também para receber e guardar água distribuída por carros-pipa.
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